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domingo, 8 de novembro de 2015

Entrevista: Potterlovegood

Olá, minha gente! Mais uma entrevista saindo quentinha do forno. Essa é com a querida Potterlovegood (que não é bem esse o nome dela, como já devem imaginar), recomendada pela fanfiction "A Fênix". 
Aviso: Todos os erros de português que recebemos, tanto nas entrevistas quando nos envios de pedidos de entrevistas, são corrigidos para que tenhamos entrevistas claras e com o mínimo de erros possível.

A entrevista foi pedida pela leitora Lights, e suas respostas as perguntas feitas na planilha foram:

a) Por que gostaria de ver uma entrevista desse autor?
R: Porque além de a Carolina ser uma das minhas melhores amigas, eu acredito nela mais que ela mesma. E eu gostaria que ela percebesse que merece ter seu talento reconhecido.

b) Por que recomenda a leitura dessa fanfiction? 
R: Porque a fanfic é DEMAIS. A Cindy é apaixonante, linda, madura e muito badass. A leitura é envolvente, a fidelidade aos personagens é excepcional e foi essa história que me incentivou a escrever.
Capa atual da fanfiction
Para ler a fanfiction, clique AQUI.
A fanfic está na categoria Harry Potter, com classificação Livre!
E agora, sem mais delongas, vamos ao que interessa:

1) Como sempre peço  a todas as entrevistadas, poderia contar-nos um pouco sobre você? Quem você é, de onde vem, qualquer coisa! 
R: Então, me nome é Carolina Formoso, eu sou gaúcha e tenho 18 anos, contudo eu tinha apenas 15 anos quando comecei a escrever A Fênix, faz bastante tempo... Além dessa fic, eu tenho mais uma com uma amiga, e alguns contos publicados nesses sites de fanfic mesmo. Mas o meu sonho mesmo é escrever uma história original, como é o sonho de qualquer escritora. Embora eu tenha várias idéias, falta tempo, normal, né?

2) Então, Carolina, como você entrou para o mundo das fanfics? 
R: Bom, eu sempre fui daquelas pessoas que não pode ver um filme, uma série ou um livro sem imaginar uma continuação ou imaginar como seria se eu pudesse mudar alguma coisa ou, até mesmo, me inserir nelas. Isso acontece toda a hora, literalmente. A primeira vez que eu ouvir falar no termo fanfic foi pelo Twitter, na época, as fanfics começavam a se tornar populares. Lendo algumas delas, eu percebi que esse era o mundo perfeito para expor as minhas ideias doidas, então resolvi tentar escrever algo e me apaixonei.

3) Se pudesse categorizar o que mais gosta em escrever, qual seria a coisa que você mais gosta?
R: Nossa, essa é uma pergunta muito difícil. Eu escrevi duas fanfics muito opostas, então eu gosto de escrever cenas de ação, que é mais o estilo de A Fênix, assim como gosto de escrever diálogos engraçados, que é mais o estilo de Summer Love.

4) Você acha que idade acaba importando ao escrever uma fanfiction? No caso, há uma diferença entre escrever com 15 anos e com 18 anos?
R: Nossa, a idade influencia muito. Quando eu comecei a escrever, eu era muito ingênua, não tinha muito estilo, nem noção de como era escrever. A Fênix foi literalmente a primeira coisa que eu escrevi fora da escola. Na própria fanfic, se comparássemos os primeiros com os últimos capítulos, há uma enorme diferença, parece até duas autoras diferentes hahah. Então, imagina agora, com mais 3 anos de experiência, tanto em relação à vida, quanto em relação à escrita, faz toda a diferença - não sei se boa ou ruim, mas é um amadurecimento. Acho que isso que muda, a experiência.

5) Se pudesse dizer o que mais te influenciou a escrever, o que foi? Por quê? 
R: O que mais me influenciou acho que foi com certeza a leitura, eu sempre amei livros, estava sempre lendo. E isso influenciou muito a minha imaginação, eu sempre tenho muitas idéias o tempo todo (isso  me atrapalha muito durante a aula até hoje, eu sou a guria que tá sempre viajando hahah) ai eu ficava com dó, porque, se eu não escrevesse, iria perder tudo, esquecer, então eu deveria escrever nem que fosse só para mim - no início, A Fênix era só para mim, mas uma amiga minha (a Lights, sabe? Ela trabalha no blog de vocês) me convenceu a postar hahah tudo graças à ela.

6) Acredita que ler muito, pouco ou nada influencia na questão de escrita, formação de enredo, etc? 
R: A leitura influencia muito. Eu acho que ler nos torna mais criativos, é como se abrisse a nossa mente para várias visões de mundo diferentes. Ainda acredito que ler livros sobre assuntos diferentes, com diferentes estilos é melhor ainda para a formação mentalidade de cada um. Sem falar que ajuda muito em  relação a ortografia, ler bastante sempre me ajudou em português hahah. Então tentar escrever sem ter lido absolutamente nenhum livro é tentar construir uma casa sem pilares: não é impossível, mas ela pode vir a ruir.

7) De três fanfics postadas, duas são de Harry Potter. Pode me dizer o por que disso? 
R: Porque Harry Potter é simplesmente a minha saga favorita hahah. Eu li o primeiro quando tinha 7 anos, foram anos e anos de brincadeiras e sonhos com isso. A Fênix foi uma história criada a partir de muito tempo imaginando como seria se eu fosse uma bruxa, até que finalmente eu pensei em uma teoria que ficou plausível e boa o suficiente pra eu ousar alterar um dos livros da J.K. Rowling hahah, eu sou muito fã mesmo.

8) Agora, indo para a fanfiction que originou a entrevista, o que você acha que te influenciou a escrever a fanfiction?
R: O que me influenciou foi a própria J.K. Rowling. Ela nunca tinha pensado em ser escritora e ela imaginou todos aqueles livros numa simples viagem de trem, porque que eu não podia tentar o mesmo? É claro que não ficaria no mesmo nível, mas eu tinha que tentar.

9) O que te inspirou para escrever "A Fênix"?
R: Como eu disse, foram anos e anos lendo os livros do Harry Potter e imaginando. Acho que A Fênix foi inspirada um pouco em mim, nessa minha vontade de ser bruxa (que todo fã da saga tem) e acabou se tornando numa ideia bem legal que eu demorei pra decidir se eu devia escrever ou não, porque parecia meio boba, sabe? E, para criar especificamente a história da personagem principal, eu me inspirei muito na ave fênix (a Fawkes, no livro) porque elas são seres mitológicos descritos como poderosos e misteriosos, não há muito sobre a origem dele ou coisa parecida, então eu achei que podia me aproveitar disso e criar uma.

10) Como você me contou, você começou a escrever A Fênix com 15 anos. Você mudaria alguma coisa no enredo agora, anos depois? Por quê?
R: Eu mudaria, não a ideia original, mas principalmente as profecias, porque, no início, eu não tinha certeza muito como a fic iria acabar - considerando que eu não tinha lido todo o sétimo livro do Harry Potter -, assim eu deixaria elas mais de acordo com o final. Eu mudaria também a escrita, principalmente, porque eu acho que eu escrevia muito mal, sério! Não que agora eu escreva melhor, mas eu ia tentar melhorar isso, porque, quando eu leio, acho algumas parte muito "criança", assim como eu acho umas muito "wow fui eu mesmo que escrevi isso? Não pode". É engraçado, porque eu escrevi há 3 anos, eu mudei durante esse tempo todo, sabe?

11) Na questão de vida pessoal... Que carreira você quer seguir? Pretende seguir como escritora?
R: Bom, antes de escrever, eu queria ser médica desde pequena - ainda quero, e é isso que eu vou tentar seguir. Contudo, eu admito que fiquei muito, mas muito tentada a fazer letras e ser escritora, o problema principal é que é uma carreira muito difícil, ou tu é muito boa, ou tu não é. E depende muito também do público leitor, existem pessoas muito talentosas que não são reconhecidas e, se são, demora muito (tanto que pode até ser depois da sua morte). Enfim, é uma carreira muito complicada para se manter financeiramente e eu nunca achei que eu fosse boa o suficiente para isso, então resolvi ficar com medicina mesmo, embora escrever ainda seja uma opção, um sonho. Eu espero publicar algo antes de morrer hahah.

12) O que mais te chama a atenção quanto a escrita?
R: Eu acho que o que mais me chama a atenção é a liberdade. Eu entendo a escrita como uma forma de representar o que passa na mente de uma pessoa. As idéias para uma história não surgem do nada, elas estão dentro do nosso subconsciente, refletem nossos desejos mais profundos, nossa personalidade, ainda que seja de forma passiva. Embora o escritor não tenha a intenção de escrever algo autobiográfico, sempre há traços pessoais, nem que seja na forma de entender o mundo, ou, até mesmo, na forma de se expressar, na própria linguagem. Na escrita, existe a possibilidade de se expressar livremente, sem os limites da sociedade, e também da própria realidade. Afinal, como limitar a imaginação?

13) Qual sua maior qualidade e maior defeito, também?
R: Meu maior defeito é com certeza a insegurança. Eu nunca acho que sou boa o suficiente, e isso em relação a tudo. Não sou boa escritora o suficiente, se dependesse de mim, nunca teria postado nada. Não sou boa o suficiente para ser médica, nem boa o suficiente para ter muitos amigos ou um namorado. Isso sempre foi um problema, entretanto eu acho que essa falta de confiança sempre fez com que eu me exigisse cada vez mais, e, consequentemente, melhorasse, aprimorasse em todos os sentidos. Ninguém nasce sabendo, é o que minha mãe sempre me disse, e, embora eu seja insegura, eu sou persistente - acho que minha melhor qualidade. Para ser bom em qualquer coisa, tem que se esforçar muito e ser persistente, não desistir na primeira queda, apenas a experiência pode trazer o verdadeiro conhecimento, atrelado à muito estudo e dedicação. E isso vale para a escrita, eu não desisti de A Fênix, mesmo tendo pouquíssimos likes. E eu pretendo publicar alguma coisa algum dia, mesmo que demore muito tempo para isso e que ele não seja o livro mais vendido. O que importa é tentar.

14) Quando você escreve, sente alguma dificuldade em algum ponto?
R: Para ser sincera, eu tenho muita dificuldade em escrever romance românticos. É que eu não sou o tipo de pessoa romântica e apaixonada, sem falar que livros sobre amor, tipo Nicolas Sparks, não fazem muito o meu estilo - acho que o livro mais romântico que eu li foi Dom Casmurro hahah. Tanto que A Fênix não é nem um pouco romântica, as leitoras que shippam os personagens porque eu não fiz nenhuma cena fofa de amor - tem cenas fofas de amizade claro, bem estilo J.K. Rowling, nada mais que isso. Já a minha outra fic é sobre dois casais, mas quem escreve a maioria das cenas do casal principal é a minha amiga - por isso que escrevemos juntas hahah -, ela é ótima no amor e eu nas idéias.

15) O que diria para outros autores de fanfiction? Qualquer dica vale!
R: Uma dica? Seja persistente. Se o capítulo não ficou bom, reescreva. Não ficou como você queria? Reescreva de novo, da experiência provém a técnica. Ninguém escreve um livro uma vez só, são muito rascunhos, rabiscos, anotações, riscos.... Sua fanfic não tem 5 mil likes nem mesmo 5 mil comentários? Não interessa . O importante é saber que você fez o seu melhor, que você batalhou, se dedicou, aprimorou,  reescreveu, fez tudo que pode para torná-la ela o que é. Nem todos os bons escritores são reconhecidos imediatamente, Machado de Assis levou tempo parar conquistar os leitores acostumados com romances românticos cliches; eu não tinha muitos leitores, mas algum deles  se lembrou de mim e eu estou aqui dando essa entrevista. Não mude também somente porque um leitor comentou alguma coisa, mude por você. O livro é seu ou é dos leitores?  Enfim, o que eu quero dizer é: não desista de escrever e da sua história se é isso que você realmente gosta.
Uma dica mais prática: "não economize nas descrições" se você está com dificuldade com a sua fanfic, descreva - não 5 páginas de pura descrição, óbvio, mas a descrição facilita a clareza e, consequentemente, o desenrolar da história.





Carolina Formoso tem 18 anos, mora em Porto Alegre, RS, Brasil; e faz aniversário em 23 de dezembro.






Mais uma saindo do forno! Ah, o orgulho! Espero que tenham gostado! :3

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