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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Entrevista: Clélia/CamsLaFont

Oi, como vão todos?
Aqui quem fala é a Nynna Days e estou trazendo uma entrevista muito especial.
A ENTREVISTA DA CHEFINHA CLÉLIA!!!!

A entrevista foi pedida pela leitora Júlia Távila e aqui está o que ela disse sobre a história:

a)      Por que gostaria de ver uma entrevista desse autor?
Porque adoro a autora e gostaria de saber mais sobre ela.

b)      Por que recomenda a leitura dessa fanfiction?
Porque essa fanfic mexe com os seus sentimentos, mexe com a sua vida, mexe com a sua cabeça. Mexe até com a sua personalidade. Eu teria mil motivos para colocar aqui. Ela cativa o leitor de ler mais e mais, a escritora tem uma escrita maravilhosa, a fanfic é suspense, ódio, amor, terror, tudo ao mesmo tempo. Você quer que os personagens principais fiquem juntos mesmo que ele seja um assassino fora do controle. Você não quer ler, você precisa ler.




Capa atual da fanfic

                A Fanfic está na categoria de Justin Bieber e tem classificação +18
                Clique Aqui para ler.

E agora, a entrevista:


1 – Oi, Clélia. Tudo bem? Pode se apresentar, por favor. Seu nome, idade, onde mora...
R: Tem que falar o nome todo? Morro de medo que me encontrem no facebook HAHAHA. Enfim, meu nome é Clélia, tenho 18 anos, moro em Florianópolis, Santa Catarina.

2 – Com que idade começou a escrever?
R: Vish. Então, eu comecei a postar fanfics no Nyah! Fanfiction em 2011, eu tinha 13 anos, mas eu já escrevia antes e lia fics antes, então comecei a escrever entre meus 11/12 anos. 12, fazendo uma média.

3 – O que te inspirou a escrever Sweet Delusion? E como foi seu processo criativo? Teve planejamento ou prefere escrever o que vier a tona?
R: Caramba, SD começou quando eu comecei a ver o seriado “Criminal Minds”, eu comecei a ver a série e lá pela terceira temporada eu tive o primeiro “vislumbre” do que poderia ser SD. Anotei a ideia, mas ainda era muito vaga e sem informações, além de não ter tanto sentido. Aí cheguei lá pela quinta temporada de CM (Criminal Minds), tudo isso pesquisando mais sobre assassinatos/serial killers/problemas psicológicos/motivações, e eu finalmente consegui montar todo o enredo de SD (o enredo base, é claro). O processo criativo foi basicamente isso, já que eu também não aceitei escrever SD sem ter mais conhecimento sobre o que escreveria, e vi na minha melhor fonte a série que me inspirou.
Eu tive muito planejamento, e eu digo mesmo, MUITO. O enredo de SD foi o enredo mais complexo até hoje (desde a primeira linha) que já escrevi, escrevo outra fic tão complexa quanto, mas ela não foi assim desde o início, então SD sempre foi um grande desafio pra mim, principalmente porque meus personagens também tinham alguns detalhes que eu nunca tinha trabalhado em cima antes. Então nada de escrever o que vier à tona (apesar de eu ter meus momentos ç.ç).

4 – Qual foi a sua maior dificuldade no enredo?
R: Com certeza a personalidade do Justin.  Não vou liberar porque ele agia de tal maneira, porque é um spoiler monstro (e odeio spoilers), mas era complicado trabalhar com vários tipos de pensamento (o dele assassino, o dele se importando com ela, o dele se preocupando com outras coisas que são spoiler) X a personalidade dele desde que nasceu. Eu tive que trabalhar muito nele antes de arriscar seguir por determinados capítulos, tive que medir cada palavra que ele dizia, e com narrações de conversa eu sou muito, mas muito espontânea, é muito raro eu escrever algo pensando muito nisso, então foi realmente minha dificuldade com SD.

5 – Algum dos seus personagens tem semelhanças com você ou é inspirado em alguém em especial?
R: Creio que todo personagem principal meu sempre vai ter alguns traços que são próprios de mim, me ajuda muito mais a saber como escrever esse personagem, um traço de Nikki que ela tem igual ao meu é amar os animais (assim como muitas outras pessoas tem esse traço), o outro é a memória dela, nos primeiros capítulos da fanfic ela menciona que tem memória fotográfica , eu tenho a memória quase fotográfica. Infelizmente pra ela, isso inclui todas as cenas de assassinatos e estupros que ela já presenciou.
Quanto à outras pessoas: não, não gosto de me inspirar em outras pessoas porque sei que eventualmente posso me decepcionar com essas pessoas, o que resultaria em algum mau momento pro personagem da minha fanfic, então divido isso bem.

6 –Atualmente SD está com 45 capítulos. Você pretende fazer uma continuação ou é um volume único? Se tiver continuação, pode adiantar um pouco como seria o enredo?
R: Minhas leitoras vão ficar loucas com essa HAHAHAH. Eu tenho uns 80 capítulos já escritos em resumo (como falei no planejamento, não posso escrever a fic sem planejar muito bem), e se chegar em 100 no resumo, eu dividirei a fanfic em duas temporadas, já que se chegar a 100 [e deve chegar, 99% de certeza] é muita história pra só uma temporada. Pra mim 50 capítulos em uma única temporada já é muito, então se haver SD2 (que não vai se chamar SD2, e sim terá outro nome), SD1 terminará no capítulo 64. Eu não posso adiantar exatamente o enredo, mas posso adiantar que as coisas assumem um nível completamente extremo quando ocorre um acontecimento na vida de Nikki (a personagem principal) graças a... outras pessoas (spoiler do capítulo 42 de SD1). Isso resulta em uma reação em cadeia vinda da parte da principal e do Justin, fazendo com que as coisas mudem completamente.

7 – Qual foi a sua primeira história? Se pudesse reescrever ou mudar alguma parte, o que seria?
R: Minha primeira história? Caramba, faz muito tempo. Foi uma continuação de crepúsculo (amanhecer), contando a história da Reneesme. Por Deus, eu mudaria uma única parte: não postaria. HAHAHAHAH Muito ruim, perdão pela palavra, mas pqp. Horrível. Péssima. Dá até vergonha.

8 – E qual é a história que você mais gostou de escrever? Por que? 
R: Sem dúvidas Runaway Love, se considerar a categoria que eu mais escrevo. Por que é de máfia e com o Justin Bieber, mas surgiu da seguinte frase que falei pra minha mente: “Não vou fazer o clichê, vou mostrar que a mulher pode ser tão foda quanto ele, vou mostrar que a máfia não é um conto de fadas”. Por causa de toda a romantização (?) da máfia, dos personagens e de fuga das personalidades (aquele ditado, né? O cara mata a sangue frio, mas ama a mulher que fodeu no primeiro capítulo e no segundo já se casam), eu consegui criar personagens que considero, sim, únicos, consegui fazer uma máfia que me apaixonei, criei um enredo completamente único e que (modéstia parte, mas nada modéstia) não consigo confiar em ninguém para escrever por mim. Criei algo tão complexo que não consigo deixar de amar (apesar de não ter nenhuma noção de quando ficou tão complexo, mas isso a gente deixa quieto).

9 – Qual é a maior diferença entre a sua primeira história e a mais atual?
R: Tudo. Português, enredo, planejamento, maturidade, classificação, categoria. Tudo. Não sei nem o que tem de igual, pra ser honesta. Só o autor, mesmo HAHAHA.

10 – Tem ideia para alguma história futura? Pode nos contar um pouco?
R: Tenho mais de 200 ideias de projetos de fanfic, mas... vejamos.  *Caçando algumas ideias que mais me chamam a atenção na minha cabeça*.
Tenho uma que tem como base o BDSM (Bondage, Dominance, SadomasoquismandMasoquism), que é o tema de 50 tons de cinza. Felizmente, a única coisa em comum é o tema (+18). Creio que estaria inovando em toda a área que as autoras trabalham nessa categoria, mas me acho muito imatura (tanto em pensamento quanto sexualmente) pra escrever e postar essa fanfic no momento. Ela trataria bastante do lado carnal da coisa antes de seguir pra qualquer emoção.
Tenho outra também que tem como base em Zumbis, tive a ideia enquanto via The Walking Dead, mas só tem isso em comum mesmo, o apocalipse zumbi. Desde o início os leitores já saberiam como surgiu, porque a personagem principal da fanfic seria uma das causas de ter surgido o apocalipse. 
Tenho vários, vários mesmo, projetos de outras fanfics de máfia além de Runaway Love, mas nenhum deles, até hoje, acho bom o suficiente para serem escritos. Postei o único que achei a altura, já, que é That’s the Game, como só tem o prólogo, creio que seja um projeto também, mas aí mais vale ler o prólogo ao invés de eu dizer algo. HAHAHAH.

11 – Qual é a sua maior qualidade como autora? E o seu maior defeito?
R: Eu sou muito perfeccionista, e acho que isso é meu maior defeito e qualidade, juntos. Eu tento fazer ao máximo como se fosse a edição final de um livro, eu exijo muito de mim, eu procuro sempre dar o melhor, e isso às vezes é o inferno na terra. Minhas amigas que o digam. Eu penso em quase tudo, em todos os detalhes, em basicamente tudo que eu posso pensar eu penso... o problema é quando eu noto, meses depois, que errei em um detalhe (isso aconteceu esses dias). Eu fico louca da vida, acho inimaginável eu ser tão “burra”. Aí continuo o ciclo eterno de fazer tudo perfeito e ficar puta comigo mesma por me esquecer de um detalhe.

12 – Quais os tipos de histórias que gosta de ler? Tanto fanfic quando livros físicos.
R: Eu não tenho um tipo de história em particular, mas divido meus critérios pra fanfic e pra livro: A maioria dos livros tem o português bom, então isso não me preocupa. Me preocupa é que o autor inove: ADORO ficção que envolva o sobrenatural, mas o autor tem que saber escrever (é por isso que Academia de Vampiros, da Richelle Mead, é minha série favorita), assim como se for romance, que seja bem escrito (Olá, “Entre o agora e o Nunca” e “Ao meu ídolo, com amor”.). Em todas essas histórias que mencionei estarem nas minhas favoritas, temos personagens fortes. É isso que mais me chama: Odeio um personagem que se diz durão quando o autor fode (perdão pela palavra) com ele na segunda ou terceira linha da história. Não adianta se dizer durão quando não é. Ou é com ações, ou não diga que é. Uma coisa é o personagem acreditar que é e não ser (e o autor ter isso em mente), outra é o autor acreditar na mesma coisa que o personagem.
Meu problema com fanfics é muito maior. Eu vejo muita fanfic com ideias ÓTIMAS por aí, incríveis mesmo, que eu leria na hora. O problema? Escrita e planejamento do autor. Não sei se é porque eu sou perfeccionista, mas se o autor se contradiz, se o português é “ruim”, ou qualquer outra coisa, como enredo mal planejado ou erro de personalidade, eu simplesmente não leio. Creio que não é porque é uma fanfic que o autor tem direito de assassinar o português ou foder com a lógica de uma personalidade. Fora os autores que basicamente defendem estupro ao escrevê-lo, ou que o homem bata na mulher. Por favor, não. É por isso que seleciono muito bem as fanfics que vão pros meus favoritos/acompanhamentos. E é difícil, cara, é difícil encontrar boas fanfics atualmente. Qualquer um acha que por ser levemente alfabetizado (convenhamos...) pode escrever... Nah, não é pra mim.
Vou parar de falar aqui porque já ficou enorme hahaha e foi mais um desabafo, também.

13 – Quem ou o que te influenciou a começar a escrever?
R: Caramba, quem me influenciou a escrever foi a Stephanie Meyer. Por mais irônico que seja, a primeira série de livros que eu li foi Crepúsculo, e conheci a escrita através das foforfics (do site foforks de crepúsculo), então acabei me interessando e tentando. Agora, quem me influenciou a escrever realmente como escrevo hoje foi a Clarice Faneze, autora de I Need You[uma das primeiras fanfics de máfia do JB] (se não me engano, ela parou de escrever e não voltou mais). Devo muito do que eu sou como escritora à ela, ela me fez notar muita merda. Hoje não nos falamos mais, mas de vez enquanto conversamos uma com a outra.

14 – Como você se vê no futuro? Quer seguir a profissão de escritora ou isso é apenas um hobbie?
R: Nadando em dinheiro, de preferência. HAHAHAH. Zoeiras a parte, queria me ver bem sucedida com o que eu amo fazer, isto é: escrever. É algo que há anos jamais mudo minha cabeça, posso sequer estar fazendo um curso na faculdade que não tem nada a ver com a escrita (administração pública), mas quero muito ser escritora, muito mesmo, e profissionalmente, é por isso que... passando pra próxima pergunta.

15- Já pensou em publicar uma de suas histórias?
R: Já, é justamente por eu querer ser uma escritora “profissa” que já pensei. Já comecei a trabalhar na adaptação pra livro de Runaway Love, e tenho duas ideias originais para livro, uma eu iria postar como fanfic antes, mas desisti e vou seguir pra livro. Já tenho quatro histórias confirmadas por mim mesma para se tornarem livros no futuro, duas originais que não serão fics e duas fics (SD e RL).

16 – Como é a sua relação com seus leitores?
R: Considero muito boa, apesar de que às vezes rola uma treta aqui e ali por eu ser próxima de mais, na minha opinião. Converso com eles via whatsapp, twitter, até tumblr, wattpad, social spirit (me dói o coração não conseguir mais responder todos os comentários deles por lá), facebook, ask e todo outro tipo de rede social que você possa imaginar que eu tenha. É louco quando do nada chega um número me chamando, mas eu adoro conversar com eles, me sinto mais próxima e também posso saber opiniões realistas, além de construtivas, sobre o que eu errei, acho isso muito importante.

17–Como você reage as críticas? Sejam elas negativas ou positivas.
R: Vish, não tinha visto essa pergunta antes de mencionar as opiniões na resposta anterior.
Bom, críticas positivas: dói um pouco saber que errei, já que sou perfeccionista, mas prefiro que me digam como melhorar do que nunca digam, é por isso que gosto de saber se errei em um capítulo, mesmo que seja uma vírgula, peço pras leitoras avisarem. Creio que críticas construtivas eu aceite muito bem, já as negativas, que creio que não críticas construtivas (positivas, no caso), eu me recuso a aceitar. Jamais vou aceitar uma crítica sem embasamento, principalmente quando o leitor fala “isso não está certo porque EU não gostei”, “isso poderia mudar né, EU não achei certo”. Creio que haja uma diferença.

18 – E, por último, infelizmente, quer deixar uma dica para escritoras futuras?
R: Se for pra vender a alma escrevendo, gente, que seja pra escrever algo que valha a pena ir pro inferno. Então, se for pra escrever: façam bem feito. Não adianta fazer meia boca e reclamar que não ganhou x números de favoritos. A propósito: se for pra escrever por favoritos, adeus. Já perdeu um leitor. Escreva pra si e por si. NADA mais que isso. No final do dia é você que vai deixar no travesseiro e pensar “poxa, eu fiz certo, estou no caminho certo” ou “cara, por que eu fui ouvir aqueles leitores que pediram tal casal?”. A escolha é sua, assim como a história, então se for pra “perder” duas horas do seu dia, nem se dê o trabalho de fazê-lo.

Muito obrigada por participar, Clélia.

  

 Clélia Müller tem 18 anos e mora em Florianópolis, Santa Catarina.





Espero que tenham gostado da entrevista. Eu adorei fazer e adorei conhecer o lado descontraído da Clélia. Aposto que as leitoras vão surtar com as novidades, hein. Beijos. Até mais.



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